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Transtorno alimentar: como descobrir, tratar e vencer
Geral - 21/09/2016

Os transtornos alimentares como a anorexia, bulimia e a compulsão alimentar, englobam múltiplos fatores na sua origem, é uma patologia que envolve o biológico, psicológico e social. Pode ser desencadeado por uma série de fatores associados a outras doenças como a depressão e ansiedade, como também situações de alto estresse, dietas, separações, perdas. Esse é um problema que atinge principalmente as meninas. Apesar da prevalência entre mulheres, dados mostram que a incidência entre os homens está aumentando vertiginosamente. Segundo pesquisa publicada no American Journal of Psychiatry, 10% a 15% da população mundial com bulimia ou anorexia é formada por homens, sendo que 20% deles são homossexuais.

Esses distúrbios alimentares quando ocorrem na infância não estão relacionados a uma preocupação com a imagem corporal. Frequentemente aparecem na adolescência, evidenciando uma marcada preocupação com a imagem do corpo. Segundo a psicanalista Fabiana Benetti, esses transtornos denunciam o mal-estar na atualidade. “São as ditas ‘psicopatologias da contemporaneidade’, pois colocam em evidência o paradoxo do excesso e da falta, numa cultura que fomenta um modelo inviável do corpo ideal com uma saúde perfeita” diz.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH), 70 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de algum tipo de transtorno alimentar. Em estudos de longo prazo o índice de mortes provocado por esses transtornos é alto: entre 18% e 20%. Segundo dados do Centro Nacional de Informações sobre Transtornos Alimentares do Canadá (NEDIC), a incidência mundial de mortes relacionadas à anorexia em mulheres entre 15 e 24 anos é 12 vezes maior que qualquer outra causa nessa faixa etária.

O tratamento – Segundo a psicanalista, os tratamentos variam de acordo com o transtorno apresentado, é precisamente por isso que esses casos de transtorno alimentar e obesidade exigem a elaboração de um projeto terapêutico na singularidade de cada caso, que acesse a ruptura na vida de jovens para lidar com os conflitos e com os processos de autonomização próprios dessa idade. “A família implicada ao tratamento pode ajudar bastante. Além disso, fica evidente que o tratamento necessita de abordagens médico-nutricional, psicólogo e psiquiatra quando há necessidade da inclusão de terapia medicamentosa, não há droga específica para distúrbios da conduta alimentar, os antidepressivos, os ansiolíticos e, às vezes, os antipsicóticos são recomendados nos casos mais graves, nos casos extremos a hospitalização será mais efetiva”, afirma. Fabiana Benetti ainda destaca que esses transtornos e distúrbios são complexos por envolver fatores tão variados e a própria definição de transtorno alimentar é objeto de discussão.

 

 

(Foto: reprodução)

 

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