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Destaque: 18/01 |
COLUNISTAS
Combate da desigualdade social e a economia solidária, novas regras

Por Rosalvi Monteagudo

A desigualdade atinge 4 milhões e meio da população brasileira que vive em extrema pobreza, um desastre político, econômico e administrativo, enquanto  de 45,817  passou para 52,523 milhões que vivem abaixo da linha da pobreza.  A desigualdade econômica também chamada de desigualdade social é um problema em todos continentes, mas em alguns países é intensa  pela péssima falta  de distribuição de renda na área social, educação e saúde.

Os protestos do Chile são oriundos da desigualdade social, apesar de ter um desempenho econômico  melhor, no continente, nas últimas décadas. Há algo de errado com o modelo da América Latina, pois nos rankings internacionais como riqueza, educação, saúde, meio ambiente  são muito diferentes do resto do mundo, somos mais desiguais  socialmente.

As desigualdades estão sendo reforçadas pela política de mercado; precisamos criar uma política de mercado como a lei de autonomia,  antagônica à lei da oferta e da procura, uma vez que esta moderna lei de mercado pode melhorá-las e acabar com o consumismo, organizando as necessidades de baixo para cima.  

A alta desigualdade reduz a pobreza mais devagar. O terceiro setor, cooperativas, associações, economia solidária etc., buscam resolver a desigualdade social, através da geração de trabalho, distribuição de renda e consumo.

À guisa de esclarecimento a diferença entre o social e o econômico é que estabelece como ordem  a desigualdade de determinada sociedade. Este é visível  no globo, motivo pelo qual a economia solidária ou economia criativa  amplia no mundo e surge no momento da atual situação de precarização que decorre da má distribuição  de renda, falta de emprego e violência para atender á este setor desigual.   

Apesar de  sempre haver a desigualdade, pois é humanamente impossível todos terem o mesmo padrão social. Segundo o relatório da ONU (2010) os problemas são:

“- má distribuição de renda.

- má administração dos recursos...

- Falta de investimento nas áreas sociais, culturais, saúde e educação.

- Falta de geração de trabalho.

- Corrupção.”

No Brasil a desigualdade social vem do desemprego, violência, educação, moradia, saúde, racismo, fome e corrupção. As consequências são  pobreza, miséria e favelização. A desigualdade social surgiu do capitalismo que tem como base a acumulação de capital e de propriedade privada, onde a classificação do nível social é pelo capital e o consumo.

A economia solidária novas regras é uma resposta para esses problemas, pois busca a geração de trabalho, educação, distribuição de renda e consumo, etc.

O emprego é um dever que precisa ser cumprido em cidadania e a solução é a construção do trabalho pela humanidade, sem interferência do estado, mas com seu apoio e parceria. Não é mais o patrão que se beneficia do capital nem o Estado Patrão, todos devem organizar o seu trabalho e controlar com transparência o uso de seu capital, pois todos são donos e usuários do capital.

A iempresa organiza o capital particular dos cooperadores para resgatar a geração de trabalho e autonomia financeira. É preciso acabar com o predomínio do capital e criar uma nova economia que interaja entre todos em harmonia, empregos, cidadania etc.. numa transformação socioeconômica.

A descentralização de cada função de uma empresa convencional forma a iempresa, pois geram  empresas e trabalhos pra organizar o social, que, pela capacidade e especialidade dos recursos humanos, transformam todos em cooperadores/donos.

Organizam-se em autogestão e a autonomia financeira e dá credibilidade ao movimento, através da integração e cooperação, em prol dos objetivos universais cooperativistas para gerar trabalho para a humanidade. Acaba-se com o imobilismo do gigantismo e com seu modelo centralizador, que é monopolizador, passando-se para um descentralizado e mais competitivo, mediante parcerias, mesmo com o governo, para se criar a credibilidade no sistema.

A função social da iempresa é distribuir trabalhos, serviços e/ou produtos. Recorre entre si e o excedente vai para o mercado. A iempresa tem como meta a autogestão na organização e, com apoio do seu movimento, equilibra o social pelo econômico. A iempresa é uma empresa social que transforma a pesquisa em bem social, para desenvolver seus recursos humanos com apoio e estímulo do Estado, pois este precisa de um  neocooperativismo mais forte.

A crise do emprego é cada vez maior consequência de um capitalismo selvagem e a economia solidária busca resolvê-los de forma humana e pragmática. A possibilidade de uma cooperação econômica e um modo variável de uma ação que se chama solidariedade econômica.

A desigualdade existe nos dois sistemas econômicos no capitalismo, através da acumulação do capital e das propriedades privadas enquanto no socialismo abole a propriedade privada e erradica as classes sociais, nivelando por baixo a população e surgindo uma classe de dirigentes que têm privilégios em detrimento da maioria da população.

A economia solidária através da revisão dos seus princípios cooperativista prega a neutralidade política e precisa transformar em microrregulamentação e macrorregulamentação para se tornar um sistema econômico e implementar uma nova doutrina econômica, a da cooperação. Atualmente, estão na fase de atomização da base em microrregulamentação em que gera trabalho, distribua renda, consumo e estabelece as bases ao organizar o capital em beneficio social.

É necessário resolver o problema da desigualdade e organizar a base, educando-a e gerando trabalho em parceria com o Estado.

A desigualdade é um desafio contínuo que ainda não encontrou uma solução, motivo pelo qual a economia solidária, o terceiro setor, cooperativas, associações devem ter o apoio do Estado, como proposta de mitigá-lo.

 

(Foto: reprodução)

 
Rosalvi Monteagudo

É escritora, formada pela USP e pós-graduada em informática e cooperativismo.

   
 
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