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Destaque: 19/09 |
COLUNISTAS
Geração de trabalho; uma solução pós-pandemia

Por Rosalvi Monteagudo

O desemprego provoca necessidades de mudanças e inovar a empresa é uma alternativa.

O problema da política econômica no Brasil é que com a covid-19 arruínam as empresas e os empregos, e de acordo com o IBGE(Pnad-Covid) é indicado que 36,6 milhões de brasileiros estão desempregados ou subempregados, etc. O País precisa dar apoio à economia solidária uma vez que é uma proposta para solução e meio de resolver o problema de desemprego, que se infere pelo fechamento da indústria, comércio e queda no consumo, consequências de uma economia enfraquecida nesta pandemia.

Com a pandemia e o isolamento, o consumo se limitou ao essencial, criou uma queda no desempenho da economia e aumentou o desemprego, tornando-se um problema difícil de resolver no mundo. Como solução o comercio online com uso dos aplicativos cresceu muito, compras pela internet, além de bares e restaurantes aumentarem seus serviços de delivery e motoboys que passaram a entregar documentos, produtos e comidas. Além dos microempreendedores que usam as redes sociais para procurar clientes, artistas recorrem a lives. Na empresa comercial alguns serão recontratados, algumas destruíram os empregos de forma permanente, outras sofrem restrições, muitas passarão a realizar suas atividades pelo teletrabalho e este trabalho remoto reduzirá empregos, etc.

Empresas que reiniciaram o trabalho dependem da demanda, prejudicados pelo endividamento das pessoas, muitas acelerarão a incorporação de novas tecnologias para reduzir gastos com pessoal. Outro grande problema é o e-commerce que provoca a redução da demanda por trabalho, é preciso recriar uma forma para substituir a lei da oferta e da procura, uma vez que a contração do trabalho e renda abalará o consumo, retardando o crescimento econômico e novas contratações. A incorporação de milhões de desempregados será muito demorada até os que trabalham por conta própria serão afetados. No pós-pandemia o desafio é criar uma nova empresa que gere trabalho em cooperação econômica.

É preciso resolver o problema, pois aumenta cada vez a faixa social pobre e marginalizada, que, sem cultura, vai para o emprego informal. Tudo isso não resolveu o problema do desemprego e o meio de alterar um dos momentos mais difíceis da economia no mundo é pela reabsorção desses trabalhadores no mercado de trabalho e a sugestão é recriar um modelo de empresa em que organiza o capital em cooperação.

A crise do desemprego e a retração da economia, motiva o empreendedorismo cooperativo, pois organiza em cooperação econômica, num momento em que o capital foi o mais afetado pela depressão econômica.

As empresas precisam se digitalizar e um bom recurso é a empresa virtual, a iempresa. A crise do coronavírus obriga as empresas a se reinventarem e criar novas formas de vendas e a internet é um dos meios. O maior problema é pedir créditos e a iempresa se organiza em cooperação econômica, pois para conseguir o financeiro que precisa para iniciar seu empreendimento tem como meio de resolvê-lo usar a própria produção que aos poucos repõem o que devem.

Atualmente, a organização do mercado de informação através da moderna tecnologia se organiza de cima para baixo, em função do capital, que manipula os povos de maneira fugaz, sem educar, centralizando o capital nas mãos de poucos, criando dependências. Enquanto isso as iempresas descentralizam-se por sistemas específicos de acordo com o valor do know-how para dividir igualdades de baixo para cima e fazer a interdependência entre os valores sociais para o desenvolvimento. Organizam-se pelo mercado da informação dos cooperadores/donos de baixo para cima, para gerar trabalhos em cooperação econômica, antagônica a empresa capitalista, corporações e/ou sociedades anônimas, cooperativas, que se organizam de cima para baixo, do produtor ao consumidor, prejudicando o social.

A iempresa é pela evolução e a união da informação, que desenvolve o social pelos valores sociais e conscientizam-se pela liberdade, ao atender as necessidades, pois todos são cooperadores/donos e usuários do capital. Estabelece as bases para suprir a área de atuação que deve ser delimitada pelo respeito à geopolítica, com apoio do Estado para fixar o homem no local de trabalho.

Essa revolução industrial e tecnológica é preciso ser usada como um meio para possibilitar uma vida melhor ao ser, usando a tecnologia de forma humana e em seu benefício, gerando trabalho.

 

 

(Foto: reprodução)

 
Rosalvi Monteagudo

É escritora, formada pela USP e pós-graduada em informática e cooperativismo.

   
 
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