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Destaque: 27/11 |
COLUNISTAS
Comércio tradicional e o comércio justo

Por Rosalvi Monteagudo

O comércio justo é uma alternativa ao comércio tradicional.

Comércio tradicional é a negociação entre compra ou venda de bens e mercadorias com fins lucrativos. A dominação é feita pela transfiguração da manipulação do consumismo para um impulsionismo incitado de imediato pelo ter, sem reflexão, quase uma doença, que conduz a compras compulsivas e desnecessárias aos interesses dos próprios destinatários, e, através de ideias transformistas de que aquele que tem é o que está bem, lançam mão do ser priorizando o ter, gerando conflitos fúteis e superficiais.

O comércio está relacionado com a firma registrada dentro da lei enquanto a informal é sem registro e está fora da lei. Há ainda o comércio eletrônico ou e-commerce expresso pela tecnologia nos processos de venda. Já o comercio justo é um dos meios de sustentabilidade econômica e ecológica, sendo um movimento  social global que estabelece um preço justo que dá impulso a cooperação entre o produtor e o consumidor.

A comercialização deve ser fundada  em razões das novas relações econômicas e comerciais. O problema da comercialização é que o consumidor ou o empregado ganha mal ou está desempregado, uma vez que ganhar dinheiro sem comprador não existe. É preciso mudar e oferecer relações comerciais mais justas entre consumidores e produtores. Precisa constituir uma rede de produtores e consumidores para combater as injustas regras do comércio.

No comercio justo, a produção é por um preço considerado justo para o produtor que está limitado ás redes de distribuição dos produtos solidários, mas precisam envolver todos os produtos do sistema de solidariedade. É um movimento global em que cada um dos aspectos do comércio internacional deve buscar um justo preço.

Os meios de administração do comércio considerado justo são:

- Clareza e transparência na gestão produtiva e comercial;

- Acesso ás informações do mercado;

- Combater o preço  no mercado e sua lei da oferta e da procura;

- Preço justo no produto e um bônus para a comunidade;

- Organizações democráticas dos produtores, através de cooperativas ou associações;

- Sentimento de respeito ás legislações e ás normas nacionais e internacionais;

- Respeito ao meio ambiente.

Comércio justo é a representação comercial em que põe  em evidência o homem, a sustentabilidade social, econômica e ambiental. Este cria um canal de comercialização sustentável e solidária que envolve os produtores e os consumidores.

Surgiu em 1960 e foi solidificado em 1967.  Especial atenção é a exportação dos  países em desenvolvimento para  países desenvolvidos como o produto agrícola e artesanato. O produtor recebe um preço justo pelo seu trabalho, elimina o atravessador entre o produtor e o comprador, gerando sobras e um preço justo. É um movimento social e econômico que gera renda, inclusão social, econômica e conserva os recursos naturais.

A guia de esclarecimento num contexto local que tenha a Federação Internacional  de Comércio Alternativo que define comércio justo como “uma parcela comercial, baseado em diálogo, transparência e respeito que busca maior equidade no comércio internacional, contribuindo para o desenvolvimento sustentável.” Precisamos aderir a este movimento de comércio justo como alternativa  ao comércio tradicional para os produtores e trabalhadores ás margem do mercado. Um dos princípios do comércio justo é a organização de cooperativas e associações com acesso ás informações do mercado.

 

(Foto: reprodução)

 
Rosalvi Monteagudo

É escritora, formada pela USP e pós-graduada em informática e cooperativismo.

   
 
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