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Destaque: 21/10 |
COLUNISTAS
2020, saudades

Por Amadeu Garrido de Paula

 

Há momentos insuperáveis de aridez dos desertos

em que se levanta a solidariedade e a compaixão

dos seres que enfrentam em conjunto os reptos

para sobreviver e chorar os que se foram em vão.

Não morreram num campo de batalha

razão patriótica que os tornavam valentes;

apenas sucumbiram sob a navalha

que se aprofundou na carne ao ranger dos dentes.

Este poema ousa consolar os corações vazios

que não tiveram agasalhos para suportar

o frio dos amores que se foram como os rios

e desceram inevitavelmente os montes

transpondo pedras revestidas de musgos

para ter seu fim no mar  que recua às noites.

 

 

(Foto: reprodução)

 
Amadeu Garrido de Paula

É advogado, membro da Academia Latino-Americana de Ciências Humanas, poeta e autor dos livros “Universo Invisível” e “Poesia & Prosa sob a Tempestade”.

   
 
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