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Destaque: 06/05 |
COLUNISTAS
Não há organização social, sem capital

Por Rosalvi Monteagudo

Doutrina Econômica da Cooperação, por ser antagônica à doutrina econômica neoliberal, organiza o mercado interno, gerando trabalho e o capital dos cooperadores/donos com sustentabilidade.

O Estado tinha interesse em manipular o econômico pelo social, e as cooperativas aceitavam essa imposição de cima para baixo por precisarem da ajuda financeira, o que acabava por gerar dependências. O controle era estatal e não democrático, provocando não apenas uma intervenção como também uma forte fiscalização que prejudicavam o interesse. Atualmente conseguiu a autonomia na organização cooperativa como consta na Constituição de 1988.

Deve-se rever a Doutrina da Cooperação como antagonismo à doutrina econômica neoliberal, para organizar o abuso do capital e gerar sobras e retornos para seus cooperadores/donos. O cooperativismo precisa anteceder o governo para elaborar as mudanças.

Portanto, o movimento da cooperação, em nível internacional, têm a Aliança Cooperativa Internacional, que é uma organização que sintetiza os objetivos e uma política para incorporá-los; porém falta uma interconexão com esta para formar seu mercado econômico cooperativo. O cooperativismo precisa tomar consciência de que ele trabalha o capital para um retorno social. Isso o diferencia da doutrina econômica neoliberal, que trabalha para o capital individual e beneficia pequenos grupos, que esfacela para impor o consumismo, manipulador.

Desta forma, cria uma intervenção no ser, induzindo-o a ter de maneira até doentia, que, por impulso, é levado ao consumismo, sem controle de sua real necessidade, mas impulsivamente. Infelizmente estão se esquecendo da fórmula cooperativista, que precisa ser revista e adequada à nova era. Enquanto a concorrência é entre as doutrinas econômicas, através da cooperação, integração e solidariedade, a Doutrina Econômica da Cooperação usa a cooperação econômica para distribuição e uso do capital em integração com a solidariedade social e respeito à geopolítica.

É antagônica à doutrina econômica neoliberal, que faz uma integração com o globo, através do econômico, pela desintegração social, através da solidariedade individualista, paternalista e intervencionista nos mercados emergentes.

A participação econômica dos sócios, terceiro princípio cooperativista, é a base para a organização da cooperação econômica da Doutrina Econômica da Cooperação, a fim de reverter em solidariedade econômica. O econômico-financeiro fornece a existência da organização, sem a qual não separa o econômico do social, mas fortalece o econômico como suporte para o desenvolvimento social, em ajuda mútua, cujas ações são controladas democraticamente por seus cooperadores.

O neocooperativismo precisa do capital para organizar em benefício do social, já que sem este é impossível que se organize. Há necessidade de mudanças na organização econômica para que haja realmente cooperação e o modelo volte a ser antagônico ao neoliberalismo, ao administrar o abuso do capital, como um meio de gerar sobras e retornos para um bom uso.

A maior diferença entre as duas doutrinas, a da cooperação e a neoliberal, ou melhor, no que esta se torna antagônica, é na compartilha de igualdade para organizar o econômico e na compartilha de fraternidade para organizar o social. O neocooperativismo tem como sua maior força a cooperação e a solidariedade, inclusive contribui com a organização do mercado interno, colaborando com as próprias empresas nacionais e com o Estado, que, por sua área de ação limitada, reverte a situação, passando a precisar deste para colaborar com a autonomia econômica do país.

O neocooperativismo precisa formar seu próprio Mercado Econômico Cooperativo – MECOOP.

Resolvem os compromissos mútuos pela representação da base dos cooperadores/donos, organizando-os numa ampla cooperação econômica na área de atuação local/comunitária.

A Doutrina Econômica da Cooperação organiza o social, que, atendendo a população em suas necessidades, acaba por organizar também o mercado de trabalho pelo mercado dos consumidores, cumprindo com o maior do dever social, o de gerar trabalho, e organizar o econômico para reverter ao social.

 

(Foto: reprodução)

 
Rosalvi Monteagudo

É escritora, formada pela USP e pós-graduada em informática e cooperativismo.

   
 
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