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Destaque: 16/04 |
COLUNISTAS
Coluna Carlos Brickmann: Ruim para todos

Por Carlos Brickmann                                             

A Covid 19 no Brasil segue as normas da Covid: quando muito, botam gel, usam algumas máscaras para proteger o rosto, e seja o que Deus quiser. Não se toma conta de quem esquece as máscaras, das pessoas que aproveitam para respirar no rosto de quem se aproxima, todas prontinhas para aproveitar os perdigotos do presidente Bolsonaro e fulminar a multidão desprotegida.

O presidente nunca se preocupou muito com as normas de higiene (foto). Já levou sua filha de dez anos para juntar-se aos que, também sem preocupação, se amontoavam em frente ao Palácio. Bolsonaro se comporta como se o vírus não existisse: mesmo já tendo sido vítima (e mesmo que ministros seus tenham contraído a “gripezinha”, não se preocupou a mínima). É um trabalho que continuará, seja quais forem as vítimas. Afinal de contas, como ele já disse, “um dia todos morreremos”.

Espantoso? Não: a cada vez que Bolsonaro informa que um dia todos nós morreremos, fica mais claro que ele não se importa com isso. Talvez nunca se importe: Se todos vamos morrer um dia, por que tentar salvar as vítimas?

O mais preocupante é que ele aceita placidamente que um dia nós iremos todos morrer. Inclusive ele. Na medida em que mistura com a multidão um grupo de pessoas que podem ficar doentes, dispersa seus vírus com todos aqueles que podem adoecer e transmitir a doença. É triste, Bolsonaro. Isso fica marcado para sempre em seu Governo.

Prepare-se

A próxima luta que envolve a Câmara Federal e o Senado é briga de foice: Rodrigo Maia faz o possível para eleger um candidato seu, enquanto Bolsonaro quer dar força a um candidato seu – não David Alcolumbre, que já está queimado, mas alguém que siga suas instruções, em vez de seguir Alcolumbre. É briga brava: Alcolumbre e Maia são altamente competitivos. Maia quer eleger o presidente da Cãmara, Alcolumbre quer eleger o do Senado. Ambos querem levar gente sua para os cargos. E há uma briga imensa para colocar o PT apoiando Alcolumbre, Bolsonaro quer o Centrão na cadeira de comando. O PT não quer apoiar Alcolumbre, mas pode sair com Arhur Lira, do Centrão É jogo bruto. Quem diria, PT com Bolsonaro?

As chances

Tudo bem: há lembranças de que Arthur Lira, do Centrâo, já apoiou Dilma Roussef, e isso lhe daria a possibilidade de ter algo com o PT. O problema é que o PP, de Lira, não quer apoiar o grande inimigo do Centrão. Não que ele se sinta mal com isso, mas bem também não se sente. O PT também não vai se sentir incomodado com o apoio ao PP. Os dois partidos já cansaram de trabalhar juntos, colaborando (e muito) sempre que possível. Mas, embora seja tanta gente assim, há quem ache que PP com PT é demais.

Mas a festa continua

De qualquer modo, não se pode esquecer que Michel Temer pode acabar virando ministro de Bolsonaro (e talvez um ministro importante, daqueles que vão influir na política de Relações Exteriores). Temer foi um presidente hábil, inteligente, e conseguiu manter-se como uma pessoa importante. No momento em que Bolsonaro brinca de trocar ministros de Relaçôes Exteriores, Temer pode articular o relacionamento dos Estados Unidos com o Brasil e a China. Pode ser? Pode, por que não? E uma pessoa inteligente no Ministério vai trazer coisas boas para a política externa brasileira.

Tem de melhorar

Nos últimos dias, soube-se que Nestor Foster, embaixador do Brasil em Washington, cansou de recomendar ao presidente Bolsonaro que não fizesse o erro de reconhecer a vitória do vitorioso Joe Biden. Bolsonaro foi o último presidente a reconhecer a vitória de Biden. E o Brasil vai pagar por isso.

A próxima vítima

A grande aposta é que o embaixador Nestor Foster moveu-se ideologicamente, apostando no que não poderia dar certo. E não deu: Irá o presidente Bolsonaro continuar apostando num conselheiro que estava mais interessado em ideologia do que em análise dos fatos?

Apostando no erro

O Brasil já está com problemas sérios com a China. Colocar-se em outros problemas com os Estados Unidos é meio muito. Estados Unidos e China são os dois principais parceiros internacionais do país. Vale a pena brigar com ambos ao mesmo tempo? Ou será apenas uma nova modalidade se suicídio?

Evitando o acerto

Não é apenas insultar parceiros comerciais de porte, sem que haja qualquer possibilidade de substituí-los. Bolsonaro já disse que “não queria aquela vacina” (a chinesa). O Brasil exportou tudo o que pôde de alimentos, até chegar ao ponto atual, em que faltam arroz e soja, por falta de estoques reguladores.

 

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COMENTE: carlos@brickmann.com.br

Twitter: @CarlosBrickmann

 

(Foto: reprodução)

 

 

 
Carlos Brickmann

É jornalista, consultor de comunicação, diretor da B & A Comunicação, colunista de diversos jornais do País e editor do site www.chumbogordo.com.br

   
 
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