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Flúor na água em Mococa está adequado. Na região, em estado de atenção
Cidade - 30/09/2015

Um recente estudo sobre fluoretação das águas realizado pelo Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, o Crosp, o Centro Colaborador do Ministério da Saúde em Vigilância da Saúde Bucol, o Cecol/USP, e o Laboratório de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp, a FOP/Unicamp, revela que 30% dos 645 municípios paulistas estão com níveis inadequados de flúor, abaixo de 0,44, significando que não atendem ao parâmetro de obtenção do máximo de benefício anticárie com o mínimo de risco de fluorose dentária (que são manchas nos dentes por excesso de flúor), de acordo com o recomendado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que considera como ideal a concentração entre 0,6 e 0,8 partes do milhão.

Desde 1974, a fluoretação nos sistemas de abastecimento público de água é obrigatória por lei, por ser uma medida de saúde pública no combate às cáries.

Raio X – “Se considerado o padrão adotado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, balizado pela resolução SS-250 (de 1995), as concentrações em uma faixa de 0,6 a 0,8 são tidas como apropriadas. Abaixo ou acima deste recorte, são inadequadas e podem favorecer a formação de cárie ou propiciar a fluorose, respectivamente.

Já pelo padrão CECOL, referencial mais recente e considerado por diversos especialistas um modelo atualizado para este tipo de mensuração, a classificação do teor do flúor na água não é dividida apenas em “adequada” ou “inadequada”, como proposto pela resolução SS-250. Os parâmetros considerados são “benefício” ou “risco”. Ou seja, o teor de flúor na água pode beneficiar a prevenção da cárie e/ou representar risco de ocorrência de fluorose.

Na análise, pelo padrão SS-250, 71,5% das amostras de água estão adequadas, 14,5% estão abaixo da concentração recomendada e 14% estão acima. Quando as águas com concentração abaixo do ótimo são analisadas pelo referencial do CECOL/USP em termos de benefício/risco, 4,9% foram classificadas como mínimo/baixo e 9,2% como insignificante/insignificante. Logo, 9,2% das amostras de água não conferem proteção à cárie, quer seja para crianças como para adultos. Por outro lado, quando as amostras com teor de flúor acima do nível recomendado são analisadas em termos do binômio benefício/risco, 11,9% delas foram classificadas como máximo/moderada, 1,8% como questionável/alto e 1,1% como malefício/muito alto. Assim, 1,1% das amostras de água são consideradas de alto risco em termos de provocar uma fluorose dental esteticamente comprometedora se ingeridas regularmente por crianças durante a formação dos dentes. Nesse 1,1% de amostras de águas foram encontradas concentrações de íon flúor acima de 1,5 ppm, o valor máximo permitido (VMP) pelo Ministério da Saúde.

As cidades que em todos os pontos e nos 3 tempos de coleta apresentaram concentrações de fluoreto sem benefício anticárie (<0,4 ppm F) foram: Altinópolis, Analândia, Boa Esperança do Sul, Guatapará, Ipeuna, Luis Antonio, Morro Agudo, Nuporanga, Orlandia,  Pirajuí e Rio das Pedras. Já, os municípios com concentração de fluoreto preocupante em termos de fluorose (>1,4 ppm F) foram: Cesário Lange e Pereiras.

Problemas de irregularidade da fluoretação em alguns pontos de coleta de algumas cidades e em alguns períodos também foram encontrados e serão objeto de análise posterior. Já São Paulo, Campinas e Sorocaba estão com os índices de acordo, mas isso não ocorre somente em municípios de grande porte, cidades como Jaboticabal, Dourado, Fartura e Macatuba também estão com a quantidade adequada”, salienta em nota o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.

“Teores de flúor baixos não reduzem cárie” – O flúor vem sendo usado no mundo há 60 anos e é recomendado pela Organização Mundial de Saúde, pela Organização Pan Americana de Saúde e pelo Ministério da Saúde. O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo também defende a sua aplicação na dosagem correta, pois seu excesso ou falta são prejudiciais. “A correta quantidade de flúor aplicada na água combate a formação de cárie. Teores de flúor baixos não reduzem cárie. Teores altos, por sua vez, são igualmente prejudiciais, podendo levar a uma fluorose”, defende em nota o presidente do Crosp, Cláudio Miyake.

“Nas últimas quatro décadas os níveis de cárie dentária registraram um declínio importante no estado de São Paulo, principalmente em crianças. Entre as medidas de prevenção responsáveis pela melhora da situação estão os cremes dentais fluoretados e a fluoretação das águas. Antes da adição de flúor aos cremes dentais e à água, uma criança de 12 anos de idade tinha, em média, 8 dentes atingidos pela doença. Atualmente esse número não ultrapassa 2 dentes”, informa em nota o Crosp.

Nível de flúor adequado em Mococa – De acordo com o estudo, os níveis de flúor nas águas de Mococa estão adequados. Foram coletadas amostras por três meses, em 2014, nos seguintes locais em Mococa: Emebp “José Barreto Coelho”, PPA, EE “Hilda Silva”, PSF “Antonio Carlos Massaro”, NAI de São Benedito das Areias, EE “Prof. Benedito F. Bueno”, Emeb “Prof. José M. Luchesi”, subprefeitura de Igaraí, NAI “Dr. Vital Dias Porto”, cartório de registro civil e notas de Igaraí, Emeb “Maria Belomo Zanetti” e EE “Prof. João M. Guimarães”.

Nível de flúor em atenção em São José do Rio Pardo e Casa Branca – Na microrregião (Mococa, São José do Rio Pardo, Casa Branca e São João da Boa Vista), de acordo com o estudo do Crosp, USP e Unicamp, o nível de flúor na água em São João da Boa Vista está adequado, mas em São José do Rio Pardo e Casa Branca está em estado de atenção. “Já as cidades de São José do Rio Pardo e Casa Branca possuem alguns pontos que merecem atenção, pois estão com os níveis de flúor fora do padrão do CECOL, ou seja, acima de 1,45 ou abaixo de 0,44”, alerta o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo em entrevista ao mococa24horas.com.br.

 

 

 

(Foto: reprodução)

 

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