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Inserção da mulher no trabalho foi passo importante para conquistas
Geral - 08/03/2016

Por Joana Leal, da AUN/USP

Com o passar dos anos e transformação das concepções sociais e de gênero, muitas prioridades mudaram para as mulheres. Se antes constituir uma família e ser mãe estava entre elas, hoje firmar-se profissionalmente é a principal preocupação. Entre os muitos motivos que determinaram a entrada da mulher no mercado de trabalho, destacou-se a necessidade de contribuir com os gastos financeiros da família. O primeiro momento na história em que houve considerável absorção da mão de obra feminina foi a Revolução Industrial, quando as fábricas contrataram mulheres com o objetivo de reduzir as despesas com salários e discipliná-las ao seu modo.

No entanto, é apenas após a I e II Guerras Mundiais que esse movimento ganha força e as mulheres passam a assumir funções antes executadas por homens. Essa etapa de transição, tanto para o mercado como para a mulher, é discutida na pesquisa Novas Configurações do Feminino, realizada pela psicóloga Lilian Meyer Frazão, através do Instituto de Psicologia (IP) da USP.

Em virtude das guerras que ocorreram na primeira metade do século 20, muitas mulheres assumiram as empresas e negócios de suas famílias, além da posição do homem na condução do lar. Isso aconteceu, em grande medida, não apenas durante os anos de conflito, mas também posteriormente, em razão do grande número de mortes e de acidentes que deixavam os homens inaptos para o trabalho.

Feminismo e igualdade - Mesmo com a criação de leis que garantiam alguns direitos para as mulheres, como licença do trabalho nas últimas semanas de gestação e proibição do trabalho feminino das 22 às 5 horas, uma série de violações perduraram durante anos. “Entre elas jornadas de trabalho que podiam chegar a 18 horas e elevadas diferenças salariais“, elucida Frazão.

A luta por equidade de direitos passa por um momento importante nos anos 60. A década é marcada pela libertação sexual das mulheres, possibilitada pela introdução dos métodos contraceptivos, e reivindicação de maior participação política e social.  Alguns episódios, como o Maio de 68 na França e o movimento hippie, impulsionaram mudanças e colaboraram com a expansão do movimento feminista. “Ele, por sua vez, contribuiu com a emancipação feminina, permitindo que as mulheres decidissem sobre si próprias”, afirma a psicóloga.

De acordo com a pesquisadora, a entrada da mulher no mercado de trabalho modificou a concepção de família. “Até o início do século passado, os homens eram os provedores e as mulheres as organizadoras do lar. Por conta de todas as mudanças provocadas pela inserção da mulher nesse ambiente, as tarefas mudam e a mulher não pode ser mais a única responsável por essas funções”. Logo, deveres como arrumar a casa, cozinhar e cuidar dos filhos, antes de responsabilidade exclusiva das mulheres, passam a ser efetuados também por homens — mesmo que as mulheres ainda sejam as principais responsáveis por eles e acabem, assim, se sobrecarregando.

Nesse momento, a carreira profissional está entre as prioridades para a mulher, mesmo se mantendo as diferenças salariais e dificuldades para alcançar cargos de chefia. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as mulheres já são maioria no ingresso e conclusão de cursos de nível superior, passo importante para se qualificar profissionalmente. Ademais, o papel de mãe também foi deixado para mais tarde. Se antes as mulheres planejavam a gestação para antes dos 25 anos, atualmente elas esperam se estabilizar em todas as demais áreas (profissional, afetiva, social, entre outras) para só então tomar essa decisão, por volta dos 30 ou até 40 anos.

 

 

(Foto: Blog Escrevendo uma feminista/reprodução)

 

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