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Livro surpreendente de Nani é relançado
Cultura - 26/04/2014

Nani, um dos maiores cartunistas brasileiros, acaba de relançar “Feliz e Orgulho, Envaidecido Mesmo”, que revela a mesma leveza, mordacidade e humor que caracterizam seu trabalho em charges e cartuns.

Editado pela Editora Lê, o livro reúne 32 contos curtos e desta vez vêm ilustrados enfocando diversos assuntos, tudo em uma linguagem bem cuidada, carregada de humor, de nonsense e de sagacidade, principalmente nos desfechos, que até o autor reconhece, “ O livro tá muito legal, é meu lado contador de histórias. Fiquei feliz e orgulhoso, etc.”.

“O homem é uma usina de piadas” - O cartunista e ilustrador, Reinaldo, do Casseta & Planeta, no prefácio do livro escreveu: “O Nani é, sem dúvida, um dos caras mais criativos que eu conheço. O homem é uma usina de piadas, uma avalanche de ideias. Ele não para: já publicou mais de vinte livros, já desenhou umas dez mil tirinhas e milhares de cartuns. Mas, ultimamente, estou gostando muito de saborear seus textos. Porque o cara também é um escritor com E maiúsculo. Vocês podem comprovar, neste e em outros livros, que o cara é craque nos textos curtos e enxutos. Para mim, ele é uma mistura de Dalton Trevisan com Mário Quintana, só que mais engraçado e escrachado. Estou esperando os próximos livros. Que venham muitos. Parece que o sonho do Nani é chegar à marca dos 100 livros publicados. E o lançamento do centésimo, provavelmente, será no Maracanã, tipo o milésimo gol do Pelé; com muita festa e aquela coisa toda...”.

Entrevista – Aproveitando o relançamento do livro, em entrevista exclusiva ao mococa24horas, Nani (foto no destaque) fala sobre o livro e os projetos para este ano. Confira:

Como se dá este seu lado de contador de histórias?

Nani – “Sou do interior de Minas, Esmeraldas, onde, num tempo sem televisão, cresci na tradição oral onde a história e a cultura eram transmitidas contando causos. Minha mãe também era uma boa contadora de histórias, ela ficava sentada, rodeada pelos meninos da cidade, contando contos de fadas, as diabruras de Pedro Malasartes e histórias que ela inventava, daí eu dizer que já tive uma mãe que já foi televisão. Eu, garoto, vendia jornais e andava pela cidade inteira e entrava em todas as casas, lojas, bares e vendas onde ouvia muita coisa. Guardei comigo o que ouvia. O homem é o que ele tem de história pra contar”. 

Explique-nos com consegue transitar com facilidade pelo desenho e a escrita?

Nani – “Digo que tudo dá histórias. Umas são para serem desenhadas, outras escritas - entram aí teatro, cinema, novelas e esquetes humorísticos. Quando tem uma que dá um livro infantil, é livro infantil que vai ser. E assim por diante”. 

Poderia falar mais sobre o “Feliz e Orgulhoso, Envaidecido Mesmo”?

Nani – “Esta é a segunda edição deste livro. Gosto de contos curtos com finais surpreendentes. A primeira edição saiu pela Formato, de Belo Horizonte, em 1979. Esta, com novos textos e todos ilustrados, saiu pela Editora Lê, que já lançou vários infantis meus [como “A Bruxinha do Bem”, “O Espírito de Porco”, “O que dizem as palavras”, “Abecedário Hilário”, “Gabriel da Conceição Bicicleta”].

- E quais os novos projetos para a área de literatura?

Nani – “Tenho um próximo livro a sair ainda este ano. É um pouco na linha de paródia de livros de autoajuda, o título é: Só O Humor Cura Dor de Amor. Outro em preparação é "A Velhice É Uma Merda": cartuns e textos sobre a terceira idade, na qual já me incluo, tenho 63 anos e sinto na pele o trágico e engraçado jeito de envelhecer”.

Sobre Nani – Nascido Ernani Diniz Lucas, Nani é considerado um dos maiores cartunistas do Brasil. Foi colaborador do “Pasquim” e da MAD brasileira; chargista do Jornal da Globo, Jornal dos Sports, Última Hora, Diário de Notícias, O Dia, Tribuna da Imprensa, todos no Rio de Janeiro; e roteirista dos programas de Chico Anysio. É autor de diversos livros de cartuns, charges e textos satíricos e já foi premiado em Salões de Humor em Montreal (Canadá), Niterói/RJ e Piracicaba/SP e pelo Prêmio Angelo Agostini – Categoria Mestre do Quadrinho Nacional.

Serviço – O livro pode ser adquirido na Editora Lê. Tel. (31) 3423-3200; e-mail: editora@le.com.br

 

(Fotos: divulgação e arquivo pessoal)

 

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