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WWF-Brasil alerta para situação dos rios brasileiros
Geral - 22/03/2019

Por Renata Andrada Peña

Aquela ducha refrescante depois de um dia de trabalho duro. Um copo de água gelada quando a sede aperta. Uma muda de roupas limpas. Um prato de arroz quentinho na mesa. Todas essas situações, cuja importância não pode passar despercebida, só acontecem e só seguirão acontecendo se mantivermos nossos rios e nascentes preservados. A água que usamos no dia-a-dia não nasce na torneira: ela vem de um rio, que, por sua vez, se formou do brotar de uma ou várias nascentes.

Hoje, 22 de março de 2019, Dia Mundial da Água, o WWF-Brasil renova o alerta para a situação das nossas fontes. O cenário é preocupante: poluição por vazamento de plásticos, desmatamento, conversão de áreas de vegetação nativa por pastagens e cultivos agrícolas, criação de barragens, contaminação por e rejeitos tóxicos da mineração e por mercúrio ameaçam e matam nossas águas em todo o país. Assista este vídeo: https://youtu.be/xLRpMb1PTr0

A qualidade das nossas águas depende de rios e nascentes saudáveis.

"O Brasil, o país com a maior reserva de água doce do mundo, a maior área úmida (Pantanal), e a maior bacia hidrográfica (a Amazônia) do mundo (o Amazonas), enfrenta o crescimento populacional, o aumento do consumo de água, o desmatamento e as mudanças climáticas nas cidades e áreas rurais", explica Mauricio Voivodic, Diretor-executivo do WWF-Brasil.

"Devemos repensar nossas ações se quisermos um Brasil com água para todos nos próximos anos. É preciso superar o paradigma que atualmente nos define: o país abundante em água, mas que vivencia crises de abastecimento, degradação e contaminação de seus rios, lagos e nascentes”, diz Voivodic. 

Água, preciosa e finita

A água é um bem escasso. Apesar de mais de 70% da superfície da Terra ser coberta por água, menos de 1% é própria para consumo. Do total de água disponível no planeta, 97% estão nos mares e oceanos (água salgada) e apenas 3% são água doce. Dessa pequena porcentagem, pouco mais de 2% estão nas geleiras (em estado sólido) e, portanto, menos de 1% está disponível para consumo. E você sabe onde está localizado esse 1% de água doce disponível para consumo? Está nos rios, lagos e águas subterrâneas. 

Água, um direito humano internacional

Quem está acostumado a vivenciar os prazeres de um bom banho, uma roupa limpa ou um copo gostos de água de gelada pode se sentir um privilegiado. Apesar de ser um direito humano, mais da metade da população brasileira, 55%, não conta com tratamento de esgoto e mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso à água potável, e 4,5 bilhões não têm acesso a saneamento básico no mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

O que o WWF-Brasil faz pela água?

No Pantanal

O Pantanal é a maior área úmida do planeta e possui uma rica biodiversidade: mais de 4 mil espécies de animais e plantas registradas. Em março de 2017 comemoramos a recuperação de 70 nascentes das cabeceiras do Pantanal, região onde nascem as águas que alimentam a planície e sua biodiversidade. Esse resultado ocorre dentro da iniciativa denominada Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal, idealizada pelo WWF-Brasil em 2012 para conservar rios e nascentes da maior área úmida do planeta. Atualmente, o projeto tem a adesão de 47 entidades, entre empresas, ongs, prefeituras e governo do estado de Mato Grosso. "A região das cabeceiras do Pantanal está em alto risco por conta do desmatamento, más práticas agropecuárias e falta de saneamento básico. É muito importante apoiarmos um projeto como o Pacto para conservar os recursos hídricos de uma área prioritária da Bacia do Alto Paraguai", afirma Júlio César Sampaio, coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil.

Além da recuperação das nascentes, o Pacto soma outros resultados positivos: 20 famílias beneficiadas pela instalação de biofossas, 76 pequenas propriedades preparadas para receber Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), 3 viveiros florestais em funcionamento, 170 quilômetros de estradas rurais recuperadas.Para participar doPacto, cada organização assina um termo de adesão voluntário se comprometendo a executar em sua região pelo menos três ações em prol das águas. 

No Cerrado

No Cerrado nascem as principais bacias hidrográficas do país que alimentam as bacias do São Francisco, do Tocantins-Araguaia, do Paraná e Paraguai. Para se ter uma ideia da importância das águas do Cerrado, sete em cada dez litros das águas que passam pelas turbinas da usina de Tucuruí (PA) vêm do Cerrado, assim como, metade da água que alimenta Itaipu (PR), e quase 100% do montante de Sobradinho (BA). Isso significa que nove em cada dez brasileiros consomem eletricidade produzida com águas do Cerrado.

O WWF-Brasil tem trabalhado com o Programa Água Brasil, fruto de uma parceria com o Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil e Agência Nacional de Águas, na implementação de modelos de produção e uso eficiente da água em bacias do Cerrado. Iniciado em 2010, contou com uma área piloto na bacia do Pipiripau, no Distrito Federal, responsável pelo abastecimento de 200 mil habitantes. Ações de conscientização, recuperação de rios e proteção de nascentes, além da adoção de boas práticas como a instalação de terraços, com o objetivo de aumentar a infiltração da água das chuvas na região, têm demonstrado uma significativa melhora na qualidade e quantidade desse recurso. Atualmente, o projeto, em sua segunda fase de implementação, atuando nas bacias do Descoberto e de São Bartolomeu, que, juntas, representam mais de 40% do território do Distrito Federal.

Na Amazônia

A Amazônia é a maior floresta tropical úmida do mundo, com a maior bacia hidrográfica do planeta. É nela que está o Rio Amazonas e de onde saem os “rios voadores” a partir do vapor d’água proveniente das florestas, que influenciam as chuvas no centro-sul da América do Sul. A bacia hidrográfica é composta por uma variedade de paisagens e ecossistemas, que incluem florestas tropicais úmidas, florestas inundadas ou várzeas, savanas e uma rede intrincada de rios, lagos e igarapés. Além disso, as florestas tropicais trocam grandes quantidades de água e energia com a atmosfera e são consideradas importantes para o controle do clima local e regional.

Ao trabalhar pela conservação da Amazônia, há mais de 20 anos, o WWF-Brasil também tem contribuído com a proteção de rios, lagos, nascentes e toda a biodiversidade que dela dependem. Um dos destaques é o trabalho de conservação de inúmeras áreas protegidas, entre Unidades de Conservação (UCs), que contribuem para a com a proteção dos recursos hídricos que abastecem cidades urbanas e uma riquíssima bodiversidade. Um bom exemplo é o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), o maior programa de conservação de florestas tropicais do mundo, que protege 114 UCs ou aproximadamente 60 milhões de hectares.

A água também é um sinal importante de aquecimento global. As emissões cada vez maiores de gases de efeito estufa provocam o aumento da temperatura da água dos oceanos (o que causa, entre outros eventos), o branqueamento dos corais, derretimento das geleiras e elevação do nível do mar. Os efeitos desses fenômenos já estão aparecendo e exigem ações que garantam a segurança da população e de todo o ecossistema. O WWF-Brasil, por meio do Programa Mudanças Climáticas e Energia, trabalha pela implementação brasileira do Acordo de Paris com metas climáticas mais fortes, incluindo uma matriz elétrica 100% renovável. Dessa forma, buscamos que o país dê sua contribuição justa para o clima global, contribua para o bem-estar da população e para a geração de empregos.

 

 

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