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Sem transporte, moradores de Igaraí fretam ônibus para trabalhar
Cidade - 21/02/2020

O portal de notícias da TV Globo, g1.globo.com, G1 São Carlos e Araraquara, está informando que moradores do distrito de Igaraí estão fretando ônibus para trabalhar, já que o município de Mococa está há seis dias sem transporte público. O presidente da Câmara de Vereadores, Elias de Sisto/PL, que assumiu o cargo de prefeito municipal, após Felipe Naufel/PSDB ser cassado, disse que a situação será resolvida até quarta-feira, dia 19:

Moradores de Mococa (SP) estão há seis dias sem transporte público na cidade. Quem mora no distrito de Igaraí, teve que fretar um ônibus por R$ 400 por dia e dividir o valor entre os passageiros para conseguir chegar ao Centro e trabalhar.

A empresa que operava o transporte público na cidade interrompeu o serviço no sábado (8), um dia após a cassação do ex-prefeito Felipe Náufel. A cassação foi consequência de uma comissão de inquérito aprovada pela Câmara para apurar possíveis ilegalidades em contratos da prefeitura.

O presidente da Câmara de Vereadores, Elias Sisto (PL), que assumiu o cargo de prefeito, disse que, por ser ano eleitoral, não pode disponibilizar os ônibus da prefeitura para rodar gratuitamente. Ele disse, entretanto, reconhecer que os 1,5 mil passageiros precisam desse transporte diariamente (veja o vídeo acima).

“Estamos buscando fazer um novo contrato o mais rápido possível, cotação de preços entre quarto, cinco empresas no mínimo, a vencedora fará esse atendimento. Pelos cálculos do departamento jurídico, esse trâmite deve ser finalizado entre terça (18) e quarta-feira (19)”, afirmou.

Transtornos

Os reflexos de tanta instabilidade no transporte público recaíram sobre a população. A faxineira Roseli Piovesan, que mora no distrito a 30 km do Centro, se juntou com outros moradores que trabalham na cidade e todos decidiram fretar um ônibus. Cada passageiro paga R$ 8 por dia pela viagem (ida e volta).

Quem é aposentado, sai no prejuízo. Na cidade, os idosos não pagam passagem no transporte coletivo, mas têm que desembolsar para viajar no fretado. “Não temos condições porque a gente ganha um salário mínimo, e eu ainda tenho problema de saúde”, disse a aposentada Aparecida Florentino.

Apesar dos transtornos, essa foi a solução momentânea encontrada. “A gente quer um parecer do poder público ou do Ministério Público porque desde sábado o pessoal está sem transporte público. Já está um caos, vai ficar pior ainda”, disse Ivan Francisco, vice-presidente da Associação de Moradores.

Cassação do prefeito

Segundo a denúncia apresentada aos vereadores, os contratos sem licitação assinados pela gestão de Naufel somavam mais de R$ 24 milhões.

Os contratos também foram investigados pelo Ministério Público. Em julho de 2019, a Justiça bloqueou R$ 508 mil das contas de Naufel, do secretário de Educação, Oswaldo Nassim, e da Empresa de Turismo e Transporte Coletivo (Etco), contratada no último semestre para o transporte escolar de alunos da zona rural.

A decisão atendeu a uma liminar pedida pelo MP que, depois do inquérito, considerou que a empresa foi favorecida no contrato e apontou duas principais irregularidades:

- a prefeitura contratou o serviço sem licitação, alegando uma situação de emergência, o que não se justifica legalmente.

- o serviço poderia ter sido contratado não só de uma, mas de várias empresas, que tinham preços mais baratos para operar algumas linhas.

Em entrevista por telefone à EPTV, afiliada da Rede Globo, Naufel disse que o contrato foi feito de maneira emergencial para suprir uma demanda que estava há 10 anos congelada e que havia necessidade de finalização do plano de mobilidade urbana.

Troca de cargos

Felipe Niero Naufel foi o quarto prefeito em Mococa desde as eleições de 2016. Ele assumiu o cargo após a renuncia de Wanderley Fernandes Martins Júnior (PMDB), que deixou a prefeitura no dia em que a câmara de vereadores votaria a abertura de uma comissão processante para investigá-lo por improbidade administrativa.

Antes deles, o prefeito eleito em 2016, Cido Espanha (PROS) teve a candidatura negada e não chegou a assumir. Até nova eleição, realizada em abril de 2017, a presidente da Câmara, Elisângela Manzini Maziero, assumiu interinamente a administração municipal até que Martins Júnior, vencedor da segunda eleição assumisse.

Segundo a legislação, Elias de Sisto deverá ficar no cargo até 31 de dezembro. Ele disse que montará uma equipe própria para administrar as ações no município".

 

 

(Foto: Nilson Porcel/EPTV reprodução G1 São Carlos e Araraquara)

 

Fonte e autoria da notícia: G1 São Carlos e Araraquara

 
 
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