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Covid-19: Empresa de Mococa está pronta para fazer UTIs
Cidade - 28/03/2020

O portal Baguete Diário, especializado em notícias do mercado de tecnologia, está informando que uma empresa instalada em Mococa, a Gemelo, especializada na fabricação de data centers modulares, quer ser parte da resposta à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Confira:

Gemelo pronta para fazer UTIs 

Por Maurício Renner, editor do Baguete Diário

A Gemelo, fabricante brasileira de data centers modulares, quer ser parte da resposta à crise do coronavírus, produzindo UTIs modulares com capacidades para oito leitos cada uma.

Pode parecer surpreendente em um primeiro momento, mas, segundo explica Sidney Fabiani, diretor da Gemelo, produzir uma UTI dentro de um “container” é mais simples e mais barato do que fazer um data center do mesmo tipo.

A Gemelo tem experiência quando o assunto é data center modular (a empresa não usa a palavra container), tendo instalado mais de 54 estruturas do tipo desde que entrou nesse mercado, em 2011.

Na semana passada, um dos clientes da Gemelo, o hospital Albert Einstein, questionou a empresa sobre fornecedores que poderiam ter uma abordagem similar para o problema das UTIs, que devem entrar em falta com o aumento do número de casos de coronavírus.

“Isso foi sexta-feira. A nossa equipe de engenharia trabalhou o final de semana todo e chegou a conclusão de que nós podemos fazer isso”, revela Fabiani. “Trabalhamos sem parar. Ninguém reclama de hora extra com um problema desses na mão”, agrega.

O motivo pelo qual uma UTI modular não seria tão diferente do que a Gemelo está acostumada a fazer é a questão do ar. 

Um dos requisitos fundamentais de uma UTI é a filtragem do ar que sai do ambiente, o que toma ainda mais importância no caso de pacientes infectados por um vírus contagioso.

Os data centers modulares da Gemelo já são estanques para poeira e ar, com certificados técnicos de alto nível. Com a adição de um módulo de esterilização ultravioleta e algumas outras adaptações eles estão aptos a receber camas de UTI.

Cada módulo tem 12 metros de comprimento por 3,2 metros de largura, o que torna a estrutura um pouco mais larga do que um container padrão usado em transporte marítimo. 

Dentro, respeitando o espaço mínimo previsto por regulações sanitárias, é possível colocar oito camas e o equipamento de  uma UTI.

De acordo com Fabiani, a Gemelo tem metade da capacidade disponível na sua fábrica em Mococa, no interior de São Paulo, por meio de uma combinação de capacidade ociosa e renegociação de alguns contratos com os clientes tradicionais.

A estimativa da Gemelo é ser ter uma UTI modular pronta em 11 dias, sendo 10 para a compra das peças necessárias e apenas um para a montagem. A empresa afirma ser capaz de produzir duas estruturas do tipo por dia, a um preço de R$ 440 mil cada uma.

A título de comparação, um data center modular médio demora 60 dias para ser fabricado e custa R$ 3,5 milhões.

A diferença se dá porque itens como quadros elétricos e sistemas de extinção de incêndios são mais baratos na UTI modular. 

A Gemelo está em uma posição única para atender a demanda, porque fabrica no Brasil os seus data centers modulares, o que torna possível converter a produção.

“Faria sentido instalar nossas UTIs modulares em cidades no interior, sem acesso a hospitais de porte, diminuindo o fluxo para as capitais. Quando a pandemia acabar, esses leitos podem ser realocados, gerando um benefício permanente”, aponta Fabiani. 

Fabiani prefere não fazer projeções, uma vez que se trata de um mercado totalmente diferente do habitual para a empresa. Produzindo na capacidade máxima, a Gemelo conseguiria entregar 120 unidades até julho, totalizando um acréscimo de 1 mil leitos.

A demanda está aí: o país precisa de leitos de UTI para ontem.

Com 2.443 casos confirmados de Covid-19 o Brasil está seguindo um ritmo de crescimento de doentes europeu, podendo chegar nos próximos meses a dezenas de milhares de infectados. Do total, 20% precisarão de tratamento médico e destes, um quarto vão precisar de uma UTI. 

Com 40,6 mil leitos de UTI, quase dois por 10 mil habitantes, o Brasil está dentro da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que é ter entre 1 e 3. O problema é a distribuição entre rede pública e particular, assim como entre as regiões do país.

Metade dos leitos fica em hospitais privados, que atendem os 25% da população que tem planos de saúde. A outra metade é no SUS. Assim, enquanto os leitos de UTI privados têm taxa de ocupação média de 75%, os do SUS têm 95%.

Regionalmente, Acre, Roraima, Pará, Amapá, Maranhão e Piauí tem menos de um leito de UTI por 10 mil habitantes. Só Paraná, Mato Grosso, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Distrito Federal tem acima de 2.

Os hospitais de campanha, como o atualmente sendo construído dentro do estádio do Pacaembú e dezenas de ginásios esportivos pelo país, podem receber apenas pacientes menos graves. 

Para os casos complicados, é preciso UTIs, que podem ser fabricados por uma empresa de data center no interior de São Paulo. É hora de todos fazerem a sua parte”.

 

 

(Foto: Baguete/divulgação)

 

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